BGS 2018! Pescando Sonhos vence a Brasil Game Jam

A BGS 2018 realizou mais uma edição da Brasil Game Jam, onde 30 estudantes têm 48h para criar um game a partir de uma temática surpresa, que neste ano foi “educação financeira infantil”. Assim como as anteriores, a BGJ teve dez equipes participantes. A novidade deste ano é a participação do Banco do Brasil como patrocinadora.

A empresa garantiu o investimento no jogo dependendo do feedback do público. “Nós temos a expectativa muito grande aqui. Pode ser que venha algo muito interessante e, consequentemente, o banco venha a investir, de fato”, comentou Delano Andrade, gerente Executivo do Banco do Brasil. Na BGS 2018, o BB esteve presente em todos os dias de evento, além dos patrocínios da Brasil Game Cup, da Brasil Game Jam e da feira como um todo. “Já estamos conversando com a BGS para continuarmos com o patrocínio na próxima edição. Com essa conversa mais adiantada, conseguimos oferecer mais benefícios aos gamers clientes do banco. E a nossa participação é importante pois aqui nos temos a oportunidade de estarmos juntos com os desenvolvedores e os gamers.”, finaliza Delano Andrade.

Team Mystic

A primeira equipe, Team Mystic, formada por André Endo, Felipe Batan e Samuel Deodato, desenvolveu o game Capitalist World. “Nós construímos um game onde o jogador tem uma loja. Nela, você deve comprar e vender produtos com preços estabelecidos.”, explicou André. “Essa foi a nossa visão de como ensinar educação financeira. Uma loja medieval que vende produtos de feitiçaria, para atrair o pessoal.”.

MauaGames

A segunda equipe, MauaGames, formada por Caio de Araújo Morais, Raphael Ilias e Marcelo Ventura, desenvolveu o game Comet Farm. “Nós montamos no estilo fazenda, onde as crianças colhem recursos e vendem para conseguir dinheiro. Conforme elas vendem, diversas coisas podem acontecer, boas ou não.”, comentou Caio de Araújo. “Nossa ideia é ensinar as crianças por meio do sistema de oferta e demanda e de poupança. Ensinar que com dinheiro guardado, pode cair três meteoros seguidos na fazenda, mas você não perde o jogo”, acrescentou.

Kurupako Studio

A terceira equipe, Kurupako Studio, formada por Aleff Henrique, Matheus Maracajá e Daniela Castro, desenvolveu Investcon. “Nosso jogo é um clicker e o objetivo é apenas apertar a tela. A cada clique dado na tela, você ganha uma moeda. E com esse dinheiro, o jogador pode aplicar na poupança, no tesouro, nas ações, na BitCoin e nas carreiras profissionais, entre YouTuber, professor e programador.”, disse Aleff Henrique. “Nisso, cabe ao jogador escolher a melhor forma para aplicar o dinheiro. Ao final, quem tiver mais dinheiro vence.”, encerra.

Make Brazil Emo Again

A quarta equipe, Make Brazil Emo Again, formada por Raul Pavani, João Coleoni e Leticia Yasmin, desenvolveram o Invest Card. “No nosso jogo, usamos um pouco da ideia de cardgames, com uma jogabilidade que cria um certo valor por trás devido a lei da oferta e da demanda. As cartas ficam mais fortes conforme vão rareando.”, comenta Raul Pavani. O game brinca um pouco sobre casos reais de pessoas que trabalham com cardgame. “Hoje já existem pessoas que vivem de Magic, Pokemon justamente por isso. E a nossa ideia partiu disso.”, pontua.

Blackhole Studio

A quinta equipe, Blackhole Studio, formada por Lucas Lara, Danilo Almeida e Willian Martinez de Camargo, desenvolveram o Weinvest. “Inserimos o jogador numa situação real. A criança vê uma propaganda de videogame e pede para a mãe. Nisso, a mãe não compra por estar perto do natal e repreende: caso queira, você terá que economizar.”, disse Lucas Lara. Além disso, Weinvest também brinca um pouco do imediatismo infantil: ”Implementamos também a barra de humor. Caso você só trabalhe e não gaste dinheiro, seu humor diminui. Colocamos essa funcionalidade por conta das crianças serem imediatistas. E desta forma, ela precisa administrar compras a curto, médio e longo prazo”.

Youtz

A sexta equipe, Youtz, formada por Gabriel Lourenço, Matheus França e Gabriel Oliveira, desenvolveu Keepers. O game é focado no PvP. Nele, você deve administrar suas preferências de jogabilidade com determinada quantia de dinheiro. “O jogador começa com 150 reais. Nisso, ele precisa administrar o dinheiro antes de uma luta. Ou compra armamento ou vida. Pensamos em passar a ideia de educação financeira sem especificar isso.”, comenta Gabriel Lourenço.

Futanari no Meio

A sétima, equipe Futanari no Meio, formada por Pedro Henrique Brandão, Catherine Novack e Rogério Aparecido, desenvolveram ABBelhas. No game todo feito em pixel-art, você controla uma abelha. “Nosso jogo se chama ABBelhas. Nele, você precisa coletar pólen no jardim. O jogo tem opções de gerenciar recursos. O jogador pode trazer mais abelhas, ou reforçar defesas contra joaninhas.”, finaliza Pedro Henrique.

Geleia de FoG

A oitava equipe, Geleia de FoG, formada por Anayã Ferreira, Rafael Gallo e Gabriel Simmel, desenvolveram Pescando Sonhos. “Você começa alugando um barco para pescar, com finalidade de realizar seu sonho de comprar um super barco.”, explica Anayã. A educação financeira é ensinada de forma lúdica, sem textos ou explicações: “A pesca dá dinheiro, mas é pouquíssimo. Já a ostra rende pérolas que podem ser pescadas futuramente. A ideia é a criança jogar e aprender sobre educação financeira de forma natural.”.

Vórtex Jelly

A nona equipe, Vórtex Jelly, formada por Lui Franco, Oliver Becker e Willian Gonzaga, desenvolveram Hall If Streamers. No game, você deve virar um YouTuber de sucesso. “A ideia do nosso jogo é ser um streaming grande. O jogador começa com uma câmera e um microfone do notebook e precisa evoluir seu equipamento. A cada views, o jogador ganha uma quantidade de moedas, onde ele pode aplicar o dinheiro em cursos extras, como carisma e informática.”, explicou Lui Franco.

Parrot King Games

A décima equipe, Parrot King Games, formada por Lucas Pedrosa, Igor Nascimento e Luan Felipe, desenvolveram Piggy Bank. “Nosso jogo pegou a imagem principal da econômica: o porquinho. Criamos alguns minigames, bastante simples para qualquer criança consiga jogar.”, comenta Lucas Pedrosa. Ao final de cada desafio completo, o jogador recebe moedas que são depositadas no cofrinho.

Brasil Game Jam 2018

Geleia de FoG no estande do Banco do Brasil

A premiação da Brasil Game Jam aconteceu sábado no estande do Banco do Brasil e contou com a presença de Marcelo Tavares, idealizador da Brasil Game Show. Os estudantes da Geleia de FoG venceu pelo game Pescando Sonhos. Agora, os devs apresentaram o game ao Banco do Brasil para um futuro investimento.

“Em todos os anos, nós fazemos a Brasil Game Jam. Este ano foi especial que o Banco do Brasil veio, apoiou com muita força. Criou estandes espetaculares pra acontecer a premiação e a Game Jam.”, pontua Marcelo Tavares. Ele também falou um pouco sobre a importância da Jam dentro da BGS 2018: “A cada ano que passa os projetos são ainda melhores e surpreende como as equipes desenvolvem algo com um padrão tão bom. Claro, agora eles podem fazer algo ainda melhor. Eu acredito que vão surgir talentos aqui. Existem desenvolvedores na área indie que começaram na Brasil Game Jam. Hoje, eles são empresas e estão na feira.”, finaliza o gamer responsável pela Brasil Game Show.

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